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"Gafanhotos predadores" atacam as retíficas do estado de São Paulo

A guerra de preços do setor está sendo facilitada pela aquisição de peças nacionais abaixo da tabela, quando comparados com outros estados. A fronteira em Foz de Iguaçu, contribui com a concorrência predatória entre as retíficas de motores, já que está alimentando a região do norte do Paraná com peças de motores abaixo do custo. Isto, somado aos baixos preços das peças dos motores importados, torna os valores imbatíveis quando comparados com os importadores que operam legalmente no Brasil.

Além disso, a automação da agroindústria fez com que um grande volume de trabalhadores polivalentes, acostumados a tarefas pesadas, uma mão de obra treinada e voltada para a produtividade de todas as obrigações rurais, até mesmo a manutenção de implementos para trabalhar a terra, migrem para a zona urbana.

Este trabalhador proativo, acostumado à lida, é uma mão de obra muito produtiva para as retíficas da região do norte do Paraná. Mesmo assim, a falta de união das retificas desta região chegou ao extremo, tanto que promoveu o fechamento da própria Associação de Retíficas do Estado do Paraná – AREMOPAR.

Entre elas foi promovida uma guerra de preços a ponto de não conseguirem sobreviver com os baixos preços ofertados na execução dos motores retificados.

Não comentaremos neste editorial o preço da usinagem na “bacia das almas” fornecido ao mecânico que também se tornou o maior concorrente das próprias retíficas.

Com tanto “tiro no próprio pé” estas empresas perderam o consumidor final e frotistas para o mecânico, além de nas licitações dos órgãos públicos serem ofertados preços inexeqüíveis e garantias acima do que diz a lei do consumidor: 90 dias. Correm notícias que as empresas dão um ano de garantia do qual não prestam assistência técnica compatível com o período.

Estas são as queixas constantes dos retificadores de São Paulo associados da APAREM e do SINDIMOTOR: estas empresas são como gafanhotos predadores que devastaram o setor econômico de retífica de motores em suas cidades e toda a região do norte do Paraná. Famintos, estão vindo em bandos a longa distância devastando o setor e comento “até o talo” o tão sofrido mercado de São Paulo. Temos que confessar que aqui também temos empresários que vêem o concorrente como inimigo, não tendo ética profissional ao reconhecê-lo como colega de profissão.

Na prestação de serviço de retífica de motores, um ramo muito técnico, são necessárias as revisões obrigatórias conforme norma NBR 13.032 e 15.831 para conservar o cliente final sempre cativo, evitando que recorra a mecânico não especializado ou vá comprar o motor remanufaturado da fábrica nas concessionárias das marcas.

O raio de atuação de uma retífica de motor não poderá ser mais de 100 km!

Esses gafanhotos predadores famintos deixaram suas cidades só o “pó da vegetação” e agora estão vindo para o nosso estado para fazer o mesmo. Dando péssima assistência técnica, ofertando preços inexeqüíveis, explorando a mão de obra vinda do campo e promovendo o consumo de peças de origem duvidosa.

Estas atitudes promovem o fechamento de quem não teve o privilégio de estar sediado no norte do Paraná, uma região que não soube unir-se utilizando estes privilégios para atender bem o mercado local.

Zauri Candeo

Zauri Candeo - Presidente do Sindimotor e da Aparem