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SINDIMOTOR participa do lançamento de estudo do IQA

O SINDIMOTOR participou nesta segunda-feira, 18 de maio, do lançamento do estudo “Cenário da Qualidade Automotiva no Brasil 2026-2028” do Instituto de Qualidade Automotiva – IQA.

O levantamento, que consultou 36 entidades, mapeia os rumos do setor automotivo no Brasil, para orientar o planejamento estratégico da entidade e colocar em perspectiva sobre a qualidade, competitividade, inovação e os desafios da indústria nos próximos anos.

O estudo revelou que a mudança da mobilidade é impulsionada pela tecnologia, a sustentabilidade, a falta de mão de obra qualificada e a entrada de novos players no mercado, principalmente, de empresas chinesas.

Para 76% dos entrevistados, a qualidade automotiva brasileira é considerada boa, mas a confiança é desigual em toda a cadeia. Isso torna a qualidade do serviço prestado em um eixo central de confiança para o cliente, que deve estar no centro do negócio, desde a descoberta da empresa até o pós-venda.

De acordo com o levantamento, a situação do setor automotivo é complexa e a competitividade não é definida apenas pelo custo. Os principais obstáculos para a melhora da qualidade no setor são: a falta de mão de obra especializada; a mudança tecnológica; o custo Brasil; e a falta regulatória adequada e harmonizada.

O Diretor Superintendente do IQA, Alexandre Xavier, explica que o custo Brasil é um problema estrutural que restringe a modernização da indústria e do setor como um todo. Integram o custo Brasil: a elevada carga tributária; os altos juros e a dificuldade na obtenção de crédito; os custos sistêmicos (logística, energia, compliance, insegurança jurídica, etc.); e a burocracia e morosidade regulatória.

Os participantes defenderam a necessidade de ter uma concorrência justa, com proteção socioambiental e o desenvolvimento de uma regulação, para que todos os players da cadeia automotiva tenham segurança jurídica e acesso igual a incentivos e concessões.

Enquanto marcas chinesas chegam ao Brasil com custo de produção menor, economia de escala superior e subsídios dos governos de origem, a indústria brasileira enfrenta políticas de proteção e incentivo frágeis, falta de um ambiente regulatório claro, de incentivos para eletrificação e de uma estratégia nacional a longo prazo.

Esses fatores resultam em uma competição agressiva, difícil de acompanhar, risco de desindustrialização, fabricantes locais de autopeças menos preparados, risco de importação de componentes e, consequentemente, perda de protagonismo do setor automotivo brasileiro.

A criação de uma política industrial igualitária irá favorecer o desenvolvimento e a expansão da indústria nacional, aumentando a competitividade com a entrada de empresas estrangeiras, principalmente, as marcas chinesas, que já correspondem a 10% da participação no mercado.

Em contrapartida, o Brasil se destaca em termos de sustentabilidade, segue padrões globais de qualidade e possui uma engenharia forte e experiente. Além disso, a pressão das montadoras, normas, certificações e consumidores ajudam a manter a qualidade elevada nesses elos.

Desafios e oportunidades

O estudo revelou os principais desafios e oportunidades enfrentados pelas empresas. Entre os desafios, 37% dos entrevistados apontaram a escassez de profissionais como o mais crítico; 30% destacaram a defasagem na formação universitária; 25% citaram a baixa atualização em serviços; 23% mencionaram lacunas em competências; e 15% identificaram a falta de certificações.

Quanto às oportunidades, 35% enxergam potencial na qualificação em tecnologias emergentes; 28% destacam a profissionalização da cadeia de serviços; 20% mencionam certificações como diferencial competitivo; 17% apontam plataformas digitais de aprendizagem; e ainda se observam oportunidades em parcerias entre universidades e empresas.

O levantamento conclui que uma infraestrutura sólida reduz incertezas, fortalece a competitividade, gera confiança, eleva a qualidade, combate a concorrência desleal, reduz custos, aumenta a eficiência, e facilita a inserção nas cadeias globais.

IQA comemora 31 anos

Durante o evento, o IQA também celebrou o seu aniversário de 31 anos. O IQA é uma entidade sem fins lucrativos, criada em 1995, para atuar como instituto técnico do setor automotivo. A entidade é especializada em certificações, ensaios, capacitação e geração de conhecimento, conectando indústria, mercado, governo e sociedade.

O SINDIMOTOR é parceiro institucional do IQA e parabeniza a entidade por completar mais um ano de atuação em prol do setor automotivo.

O estudo “Cenário da Qualidade Automotiva no Brasil 2026-2028” está disponível gratuitamente no site do IQA. Clique aqui para acessar o levantamento.