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Qual será o futuro da frota de veículos reprovados na Inspeção Veicular Ambiental?

Que a Inspeção Veicular Ambiental é uma excelente medida para o controle da poluição dos grandes centros urbanos, como a cidade de São Paulo, não há o que discutir. Os motores dos veículos, funcionando dentro das especificações técnicas corretas, consomem menos combustíveis e óleos lubrificantes, emitem menos poluentes, e ajudam a reduzir os acidentes e os congestionamentos originados por quebra mecânica. São grandes benefícios para os proprietários dos veículos, para a sociedade, e para os governos que, ao diminuírem os acidentes e as doenças respiratórias causadas pela poluição, reduzem - em muito - os gastos com a saúde pública.

Se a Inspeção Veicular Ambiental é tudo de bom, então onde está o problema?
O problema está no baixo índice de comparecimento e reprovação: em junho, último mês para os veículos com final de placa 3, apenas 48,6% dos veículos licenciados passaram pela Inspeção e, destes, 20,9% foram reprovados.
Resultado: mais de 200 mil veículos, em São Paulo, estão com as transferências e os licenciamentos bloqueados.

E como resolver a situação dos automóveis, picapes, ônibus e caminhões que têm os motores muito desgastados, os milhares de casos em que uma simples troca de óleo, filtros e velas não resolvem para passar na Inspeção? Ou seja, são motores cansados, sem taxa de compressão, queimando e vazando óleo, e que necessitam ser retificados.
O Sindimotor e a Aparem, há mais de um ano, vêm solicitando junto aos governos federal, estadual e municipal, a implantação de um “Programa de Incentivo à Retífica e Reparação de Motores Veiculares”, baseado em três pontos:

1) Redução dos impostos para as autopeças e para os serviços de retífica e reparação de motores.

2) Criação de uma linha de crédito do Banco do Brasil, um produto específico para financiar a restauração dos motores, um Pró-Motor ou Renovamotor, como o Programa Pró-caminhoneiro, que é o financiamento de caminhões e picapes novos com taxa de juro de 0,37% ao mês (junho de 2010) e prazo de até 72 meses para pagar, além do IPI zero.

3) Veiculação de uma campanha publicitária, para informar a existência destas facilidades ao público e estimular os proprietários a regularização dos motores dos seus veículos.

Todo incentivo para a venda de veículos novos no Brasil é ótimo, mas não podemos esquecer dos proprietários dos veículos mais antigos, de menor poder aquisitivo, que não podem ou não querem, neste momento, arcar com as prestações de um veículo novo e precisam estar com os seus veículos em ordem, vistoriados, aprovados e licenciados.

Muitos veículos antigos são usados como “segundo carro” para rodar nos dias de rodízio, e são grandes poluidores.
E qual o risco, se não corrigirmos o problema já?

Podemos ter, em um curto espaço de tempo, uma enorme frota de veículos sem a Inspeção, sem licenciamento, sem segurança, sem um motor decente, poluindo para valer e... circulando fora da lei!