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Institucional - Palavra do Presidente

PresidenteDe tempos em tempos, o tema “reforma” volta a ser motivo de discussão por partes dos políticos, mídia, empresas, entidades de classe e cidadãos. 

No momento, temos várias reformas em evidência: reforma política, reforma tributária e reforma trabalhista, são algumas delas.

Para o nosso setor, prestação de serviços de retífica e reparação de motores, é muito importante participarmos da discussão da reforma trabalhista, por um motivo muito simples: se aprovada uma nova política, contemplando as reivindicações dos sindicatos dos trabalhadores e atendendo às necessidades das grandes indústrias automatizadas, estamos acabados. “Calma, Zauri. Que exagero!” – dirão alguns.

Calma eu tenho. Preocupação também. Se não, vejamos: o Brasil está dentro do circuito mundial no fornecimento de produtos e, para não perder o jogo, tem que se tornar cada vez mais competitivo, focar em inovação tecnológica e na automação industrial.

Só como exemplo, a Alemanha tem uma mão de obra altamente qualificada e cara, mas é competitiva globalmente porque tem um alto grau de automação.

Muito bem, o projeto de lei que reduz de 44 para 40 horas trabalhadas por semana poderá logo ser aprovado. E é só o começo.

Nós não somos contra esta mudança, mas precisamos ter um tratamento diferenciado, uma vez que a retífica de motor tem uma incidência de 50%, (ou mais) do seu custo referente à mão de obra. 

A nossa atividade é artesanal, retificamos motor a motor, com diferentes graus de complexidade e de estágios de reparação.

Nesta reforma trabalhista nós precisamos discutir também a contrapartida, ou seja, como reduzir o elevado uso do Atestado Médico para justificar as faltas; quando do acidente de trabalho, funcionário, empresa e governo precisam participar do custeio de forma diferente do que é praticado hoje; o direito as férias deve acontecer depois de um ano trabalhado; regularizar as horas extras; reduzir os encargos; e resolver o problema grave que é a “indústria” da reclamação trabalhista.

Nós precisamos participar mais das discussões, com reuniões, exposições de ideias, e lutar para que o nosso setor seja competitivo. 

Ninguém aqui quer levar vantagem sobre ninguém. Muito pelo contrário, queremos a evolução do profissional e do ser humano. 

Mas também não queremos ser levados ao fechamento das nossas empresas. Será péssimo para nós, para os trabalhadores, e para a sociedade brasileira.