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Manchete no jornal: "Retificador dá tiro no pé!"

A manchete “Retificador dá tiro no pé” bem que poderia estar estampada na primeira página de um daqueles jornais sensacionalistas de antigamente, do tipo “espreme que sai sangue”. Só que a matéria não estaria publicada na seção de crimes, mas sim na de economia porque é uma prática que está acontecendo dentro da atividade econômica do setor de retífica de motores, com certos “empresários” retificadores que se acham mais espertos do que os outros colegas de profissão.

“Dar tiro no pé” é uma expressão popular e significa que um sujeito “astuto” planejou e executou uma ação pensando em se dar bem, mas ele acabou é se dando muito mal. Algo bem próximo daquilo da “Lei de Gerson”: “Tem que levar vantagem em tudo, certo?” E só depois de “dançar” é que o “astuto” percebe que, hoje, a música que a banda toca é outra.

Mas o que faz este “empresário” retificador “astuto”? Faz tudo errado e nada certo.

No geral, o retificador “astuto” só faz coisa errada: 1) Pratica concorrência desleal e predatória, na base do “cobrimos qualquer oferta”, como se fosse possível saber qual o valor exato para uma retífica completa sem ter aberto o motor e verificado o estado das suas peças; 2) Quando percebe que vai perder dinheiro com o orçamento baixo que deu ao cliente, ele compra peças “Ching Ling” de quinta categoria, o motor dá problemas e aí o prejuízo vai às alturas; 3) Este mesmo retificador pode não trocar determinadas peças, arriscando na “sorte” para ver se o motor não quebra. Claro que vai quebrar. Só que além do prejuízo financeiro que o “astuto” leva, todo o setor de retífica de motores tem a sua imagem seriamente comprometida. Os clientes que caem nesta “arapuca” passam a odiar todos os retificadores da face da Terra, e fazem questão de contar isso aos parentes, amigos, colegas de trabalho, e nas redes sociais da internet.

Eficiente propaganda negativa para o nosso setor, não?

O retificador “astuto” tem certeza de que vai atender cada cliente que aparecer apenas uma única vez. Os clientes só retornarão para reclamar, brigar e processar a retífica.

Ainda no “fazer tudo errado” do retificador “astuto”, este não possui mais o cliente final há muito tempo. Depende agora das oficinas mecânicas que fazem o trabalho de “agenciadores” dos serviços de retífica de motores.

Estes “agenciadores” entregam o motor para a retífica que oferecer  o  maior  retorno  financeiro.  E  quando  o  motor retificado apresenta problemas, a retífica é obrigada a assumir todo o prejuízo.

E quanto ao “não fazer nada certo” do “astuto”? O “nada certo” começa em nunca utilizar norma alguma para a retífica e montagem do motor. Nada de utilizar as NBRs 13.032 e 15.831, da ABNT. E nada de utilizar o DNA Motores da APAREM para acessar  as especificações técnicas corretas, tão necessárias para a execução perfeita dos serviços.

E o maquinário do “astuto”? Nada de maquinário. Ele possui apenas algumas maquinetas ordinárias em fim de vida.

O aperfeiçoamento técnico dos seus funcionários? Cursos de qualificação? Nada. Este “empresário” retificador “astuto” participa de alguma entidade de classe? Nada.

E quando as nossas entidades, em parceria com renomados fabricantes de peças para motores, fazem todo um esforço para levar as palestras técnicas até perto da sua localidade, ele comparece? Nada.

Afinal, o que quer este retificador “astuto”? Tudo de ruim para o setor. E nada de bom

para a sua vida. A nossa missão aqui no SINDIMOTOR e na APAREM é impedir

isso e trazê-lo para o caminho certo. Impossível? Nada. Mas dá trabalho!

 

Zauri Candeo

 

Zauri Candeo - Presidente do Sindimotor e da Aparem